Plano de Manejo

 

    Dando continuidade aos trabalhos referentes ao projeto de elaboração do Diagnóstico da APA Ibitinga, a Ecossistema Consultoria Ambiental Ltda., empresa responsável pelo projeto, com o apoio da Fundação Florestal, realizou no mês de dezembro, entre os dias 08 e 17, os primeiros levantamentos de campo.  Este levantamento foi realizado através da metodologia da Avaliação Ecológica Rápida (AER). Este método contempla duas etapas de campo: estação chuvosa (dezembro de 2013) e outra na estação seca (prevista para junho de 2014).

     Diversos profissionais estão envolvidos neste processo, como especialistas em socioeconomia, fauna (répteis, anfíbios, mamíferos, aves e peixes), vegetação, solos, geologia e recursos hídricos.

     Como resultado preliminar, foram identificados locais de maior relevância ambiental e diversas espécies de plantas e animais de interesse ecológico, científico, recreativo e educacional, o que vem a valorizar a região. Em números, se estima que a APA abrigue pelo menos 24 espécies de mamíferos, 270 de aves, 83 de répteis e anfíbios, e mais de 55 espécies de plantas. Vale destacar que uma amostra dessas espécies é considerada oficialmente ameaçada de extinção, o que sinaliza a aptidão ambiental da área. Em paralelo, está sendo realizado todo um estudo de questões socioeconômicas, identificando fragilidades que devem ser trabalhadas e problemas ambientais a ser minimizados.

     O processo de ocupação nesta região foi impulsionado pela cultura cafeeira e pela expansão ferroviária. Com o declínio desta cultura, propagaram-se as

lavouras permanentes de citrus, seguidas pelas pastagens e pela produção graneleira, e atualmente há aumento da produção canavieira.
    Devido ao intenso uso e ocupação do solo, as áreas naturais foram quase, que na sua totalidade, removidas ou alteradas. Atualmente restam apenas pequenas manchas de remanescentes florestais, sobretudo de florestas sazonais que perdem boa parte das folhas na estação seca, de cerrado e áreas alagadas expressivas, conhecidas localmente como “pantaninhos”. Ressalta-se que um objetivo específico da APA é proteger os mananciais dos rios Jacaré-Pepira e Jacaré-Guaçu, assim como as nascentes que alimentam os rios em questão, que afetam a vida de milhares de pessoas e condicionam a economia da região.

     Para evitar prejuízos que podem repercutir na vida de milhares de pessoas, é indispensável proteger amostras de natureza e garantir serviços ambientais
 dos quais dependemos, como oferta de água, controle de erosão e assoreamento de rios, manutenção de predadores para controle de pragas, entre outros.

    Enfim, o processo está gerando uma série de informações que serão integradas e contribuirão para melhorar a vida das pessoas através da gestão da APA.